Aprender com o passado

 

 

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História das mulheres
Guilhotina fraterna
1848 Agora nós



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A mulher emerge do silêncio da História

A História foi sempre uma estória dos homens e da sua dominação. Sobre outros homens, sobre as mulheres e sobre tudo.

As mulheres, mesmo grandes, estão sempre por trás de homens. Grandes ou pequenos.

Algumas mulheres e alguns homens, a golpes de coragem, têm rasgado o pesado véu de "silêncio da História" em que o masculinado envolveu as mulheres.

Sugerimos-lhe uma viagem, pelos botões azuis, à esquerda.

 


Olhar o passado, para buscar o futuro

Gerações de mulheres e homens imprimiram a marca do seu pensar e do seu agir, na mudança colectiva. Este site é uma modesta homenagem e um profundo \agradecimento pelo seu contributo, pela sua visão, pela sua coragem.

A liberdade é um agente altamente contagioso. A libertação é uma reacção em cadeia. Uma explosão incontível, vitoriosa a prazo. Não há dominações eternas.

As grandes revoluções do Ocidente, no século XVIII e XIX, são a semente da emancipação de milhões de menos iguais. Elas mudaram o mundo humano. Delas em diante, a luta contra o privilégio e a desigualdade tornou-se mais global, mais vasta. A aceleração da mudança não pára de aumentar. É a marcha imparável.

 

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Teia da dominação

A dominação é uma situação político-cultural estranha. Nos sistemas sofisticados de dominação, muitas vítimas nem se apercebem que o são. Acham que é assim mesmo, que é natural, que sempre assim foi, não vale a pena.

Os dominantes fazem tudo para que essa cultura de aceitação se difunda e se mantenha nas vítimas. E tudo fazem para que os mais activos propagandistas sejam exactamente membros dos grupos vítimas.

As vítimas da dominação são massificadamente manipulados por uma miríade de agentes, objectivamente ao serviço dos dominadores. Escola, media, tradições, cultura, opinion makers e a insidiosa teia de "correctos" (política, arte, comportamento, religião, filosofia) estão em acção permanente de produção e reprodução da ideologia de dominação.

 

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Liberdade, obra colectiva

 

 

 

Imersas no pântano da dominação, muitas das vítimas tendem a alienar-se.

A aceitar a situação com naturalidade. A contentar-se com os progressos de lesma propagandeados como saltos gigantes.

A recomendar sensatez nas reclamações das vítimas. A proclamar reconhecimento por os dominantes terem reconhecido a justeza das exigências. A lembrar que Roma e Pavia não se fizeram em um dia.

As mudanças sociais e culturais são sempre obra de pioneiros, quando não de utópicos e visionários. Ou mesmo de compagnons de route.

A criação e o desenvolvimento de uma consciência de dominação é o trabalho básico. Intelectuais, vítimas pioneiras, políticos clarividentes ou mesmo oportunistas, uma enorme variedade de aliados permanentes ou ocasionais. São agentes essenciais à mudança e à sua implantação sustentada.

Um trabalho permanente e crescente de formação, informação, divulgação e organização. É prática essencial ao sucesso duradoiro.

A igualdade não cai do céu. Conquista-se.
 


 

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