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Violência sobre a Mulher: o insuportável abuso



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Para navegar nesta página, use os links abaixo:

Excertos da Plataforma de Pequim

 

A mulher (e o homem) tem direito

Estatísticas: o grito dos números

Apoio às vítimas em Portugal

Teste o seu conhecimento dos riscos

Visão geral sobre a violência

Links para informação útil 

Estratégia contra a violência

II Plano Nac. contra a Violência

 

Para explorar diversos aspectos conexos com a estratégia para a prevenção da violência sobre as mulheres, use também o menu no frame à esquerda.


Excertos da Plataforma para a Acção (Pequim 1995)

"Os actos ou as ameaças de violência, quer ocorram no lar ou na comunidade, perpetrados ou tolerados pelo Estado, infundem medo e insegurança na vida das mulheres e constituem obstáculo à obtenção da igualdade, do desenvolvimento e da paz (...)”

“Neste sentido, a Plataforma para a Acção recomenda aos governos que adoptem e/ou apliquem as leis pertinentes, revejam-nas e analisem-nas periodicamente, a fim de assegurar a eficácia na protecção da mulher, pondo ênfase na prevenção da violência e na punição dos infractores (...).”

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A mulher (e o homem) tem direito:

  • a viver num lar seguro e não-violento;
  • a contactar a família e os seus amigos;
  • a ver respeitados os acordos financeiros com o seu parceiro;
  • a ser respeitada nas suas opiniões

 

  • a não ser rebaixada nem ser vítima de mentiras;
  • a prosseguir a sua educação ou carreira;
  • a ter um ambiente são para ela e para os filhos;
  • a ter uma relação segura e justa

 

Tradução livre de parte da mensagem sobre Violência, do
Orleans Parish District Attorney
Harry Connick

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Estatísticas: o grito dos números

Ao entrarmos no terceiro milénio (ano de 2000), a GNR e a PSP registaram em Portugal cerca de 12 000 ocorrências de violência doméstica, das quais cerca de 84% foram sobre vítimas do sexo feminino,  ou seja uma média de 27 mulheres por dia.

Mas sabe-se que só uma pequena parte das violências sobre mulheres são objecto de participação às autoridades.

A probabilidade de qualquer mulher vir a ser vítima de violência por parte de algum homem não é nula. Todas as mulheres correm esse risco, com maior ou menor probabilidade.

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Apoio às vítimas, em Portugal

Uns & Outras consideram que o melhor apoio é aquele que previne que a violência aconteça ou que ajuda a mulher a saír de envolventes de tortura psicológica, mesmo sem violência física.

Afine os seus conhecimentos de prevenção de risco de violência, estudando e fazendo os Testes que Uns & outras disponibiliza neste site.

Para depois da violência ocorrer, recomendamos:

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Teste os seus conhecimentos dos riscos da violência

Uns & Outras apresenta-lhe um conjunto de testes sobre a violência, seus riscos e forma de deles se defender.

Use-os para Si, para as suas filhas e as suas amigas e colegas. Prevenir a violência é a melhor forma dela se defender.

Para aceder aos Testes, use o menu Testes no frame superior deste site ou use o link Testes.

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Uma visão geral da violência sobre a mulher e as raparigas

A violência sobre mulheres e raparigas, levada a cabo pelos homens, é um flagelo que viola, prejudica ou anula o direito das mulheres aos seus direitos humanos e às suas liberdades fundamentais.

A violência sobre as mulheres pode tomar várias formas, entre as quais:

  • a violência doméstica, nas suas várias formas:
    • violência ou tortura psicológica só ou acompanhada de outros tipos de violência. Veja mais informação.
    • violência física, podendo ir ao assassínio ou à desfiguração e incapacidade. Pode ser usada como instrumento de violência psicológica. Veja mais informação.
    • violência sexual. Pode ser usada como instrumento de violência psicológica. Veja mais informação.
    • violência económica. Pode ser usada como instrumento de violência psicológica. Veja mais informação.
    • violência espiritual. Pode ser usada como instrumento de violência psicológica. Veja mais informação.
  • a violência íntima do parceiro sexual;
  • o assédio nas suas várias formas (sexual ou homosexual, controlo, perseguição, assédio moral, ameaça, etc.), praticado directamente pelo agressor ou a seu mando, podendo o agressor ser:
    • desconhecido/a;
    • conhecido, mas sem relação anterior;
    • ex-namorado, ex-marido ou ex-companheiro;
    • namorado, marido, companheiro, amigo, familiar, padrasto;
    • tropas invasoras, mafias e gangs
  • violação, rapto, violência do namorado ou companheiro ocasional, com ou sem uso de "droga da violação", álcool, drogas, etc.;
  • a prostituição forçada e o tráfico;
  • o incesto;
  • o abuso quando criança ou adolescente;
  • o abuso ou o abandono quando já idosa.

A luta contra a violência sobre as mulheres assenta em 5 pilares principais:

  • Estado e seus organismos, políticas, programas, educação, estratégias e leis, meios punitivos, meios de apoio às vítimas, etc.;
  • Organismos supra-nacionais (ONU, UE, etc.)
  • Cultura, formação e informação pessoal das raparigas e mulheres;
  • Cultura, formação e informação pessoal de rapazes e homens.
  • ONGs, media, opinion makers, agentes culturais, políticos, instituições, etc..

O sucesso sustentado desta luta é obra colectiva. Uns & Outras dá o seu modesto contributo, mediante a divulgação de informação no nosso site que desejamos seja útil às mulheres e raparigas portuguesas.

Estude o Manual ALCIPE da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) sobre as questões da violência e de apoio às vítimas. Tem uma vasta e importante informação.

Veja o site da Fundação da Juventude.

Estude e explore os Links de Uns & Outras sobre a Violência:

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Links sobre violência

Links internacionais

Links brasileiros

Links nacionais 

 

Uns & Outras fornece uma variada e útil informação nestes links que seleccionou entre centenas de milhares.

Recomendamos-lhe que os explore e os divulgue.

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Links internacionais

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Links brasileiros


Links nacionais

O problema da violência contra mulheres e raparigas, em sociedades tão imparitárias como a Portuguesa, é um grave flagelo, apesar da abundância e qualidade de informação disponível:

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Estratégia contra a violência sobre as mulheres

A violência de homens sobre mulheres e raparigas é um fenómeno sócio-político da maior importância.

A sua prevenção exige a adopção e permanente actualização de estratégias, a nível da comunidade internacional, a nível nacional, a nível das ONGs e a nível pessoal.

Veja o que referimos em Estratégia.

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II Plano Nacional contra a Violência Doméstica

Ao fim de mais de um ano de governação e 8 anos após a Plataforma de Acção de Pequim (1995), o Governo de Durão Barroso produziu o II Plano Nacional contra a Violência Doméstica 2003-2006.

Trata-se de um novo documento, cujo estudo cuidadoso Uns & Outras recomenda vivamente. Todos sabemos, contudo, que as mentalidades não se mudam só com decretos ou programas.

Adiantamos um primeiro comentário:

  • O Plano começa por dizer:
    A violência doméstica não é, infelizmente, um problema dos nossos dias, assim como não é um problema especialmente nacional. Muito pelo contrário, a sua prática atravessa os tempos.
    Este estilo de introdução prenuncia, á partida, tratar-se de uma evolução na continuidade.
  • O plano é basicamente um produto do próprio Estado, de cariz claramente tecnocrático, sem audiência organizada, atempada e aprofundada das vítimas e das associações suas representantes que são membros do Conselho Consultivo da CIDM.
  • Não foi feito um cuidadoso debate das causas de insucesso do I Plano que servisse de guia condutor à acelerada e sustentada erradicação das causas.
  • Continua a não se aplicar adequadamente o princípio do mainstreaming às políticas, projectos, programas e práticas com impacto real e sustentado na eliminação da violência sobre as mulheres, de que a violência doméstica é parte importante mas não única: violência social, violência económica, violência da pobreza, violência de estereótipos e preconceitos, violência publicitada, ofensa aos direitos humanos das mulheres, etc..
  • Continua a privilegiar-se métodos cuja ineficácia está sobejamente comprovada: mudar no papel, sem clara e sustentadamente mudar nas práticas e na vida quotidiana, sem alterar profundamente o mecanismo nacional da igualdade, sem fixar metas temporais des resultados, sem melhorar radicalmente a eficácia do sistema preventivo e punitivo, sem melhorar e generalizar radicalmente a protecção às vítimas, sem reforçar adequadamente os recursos orçamentais dedicados à prevenção e punição da violência e à alteração sustentada das mentalidades e cultura.
  • Trata-se mais de uma evolução na continuidade do que de uma reforma radical adequada ao carácter constitucional de uma tarefa fundamental do Estado.
  • As evoluções na continuidade neste campo das ofensas aos direitos das mulheres são, na prática, formas de prolongar e perpetuar a submissão das mulheres e a dominação do masculinato.

Veja a análise mais detalhada no Comentário ao II Plano no menu à esquerda.

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